O contraste alvinegro: da glória continental ao desespero no Brasileirão
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Realidade indigesta no Nilton Santos Hoje, o Botafogo entra em campo vivendo uma situação bem diferente daquela que o consagrou recentemente. A equipe carioca enfrenta o Mirassol nesta quarta-feira, 1º de abril, às 19h30, no estádio Nilton Santos. A partida é válida pela nona rodada do Campeonato Brasileiro, com transmissão do Premiere e arbitragem de Wilton Pereira Sampaio. O cenário é de pura tensão na arquibancada. O Glorioso amarga a incômoda zona de rebaixamento, somando apenas seis pontos em sete jogos disputados.
O eco do título histórico A fase atual soa muito estranha para um clube que, há não muito tempo, estava no topo da América do Sul. Em novembro de 2024, o Botafogo escreveu o capítulo mais importante de sua história ao bater o Atlético-MG por 3 a 1 na grande decisão da Copa Libertadores. Naquela tarde memorável no Mâs Monumental, em Buenos Aires, o time foi letal e ergueu a taça mesmo tendo apenas 20,1% de posse de bola contra esmagadores 79,9% do Galo. A equipe, então comandada por Artur Jorge, não contava com Bastos e depositava suas esperanças no destaque Igor Jesus para superar o Atlético de Gabriel Milito, que foi a campo com Deyverson entre os titulares e Paulinho como grande aposta.
A conquista histórica rendeu prestígio esportivo e muito dinheiro. O campeão faturou cerca de 137,4 milhões de reais pela vitória na decisão, um prêmio equivalente a 23 milhões de dólares. Tudo sob os olhares atentos de John Textor. O dono da SAF alvinegra marcou presença na Argentina e consolidou de vez sua imagem no futebol brasileiro. O empresário, que construiu um império desde as pistas de skate até a área de tecnologia e mídia, virou manchete recorrente por reerguer o clube e também por suas polêmicas denúncias de manipulação de resultados e críticas à arbitragem. Por falar no apito, aquela final foi comandada por Facundo Tello, árbitro de Copa do Mundo e Eurocopa que já conhecia bem as equipes, tendo apitado jogos do Palmeiras, Botafogo e do próprio Atlético-MG naquela edição.
Retorno ao presente turbulento O torcedor agora precisa acordar do sonho e focar na crise de 2026. A equipe principal será comandada novamente pelo interino Rodrigo Bellão, atual treinador do sub-20. Existe uma grande expectativa nos bastidores de que a diretoria anuncie a qualquer momento a contratação de Franclim Carvalho, antigo auxiliar do próprio Artur Jorge, em uma tentativa clara de resgatar a mentalidade vencedora. Dentro de campo os problemas se multiplicam rapidamente. Alexander Barboza está suspenso e passa a vaga na defesa para Justino. Danilo é desfalque certo após servir a Seleção Brasileira na terça-feira. Para piorar a montagem do time, o departamento médico segue lotado com Chris Ramos, Marçal, Kaio Pantaleão e Joaquín Correa. No meio desse quebra-cabeça tático, Arthur Cabral ganha uma nova chance de começar a partida entre os titulares.
Rival também respira por aparelhos Do outro lado do gramado, o adversário compartilha exatamente a mesma angústia. O Mirassol do técnico Rafael Guanaes também tem um jogo a menos na tabela e chega ao Rio de Janeiro com os mesmos seis pontos, afundado no Z-4 e precisando de qualquer jeito da vitória. O Leão do Interior lida com suas próprias dores de cabeça para escalar o elenco titular. O departamento médico até foi esvaziado durante a semana, liberando Eduardo e Igor Cariús das lesões, mas a dupla ainda não reúne condições físicas ideais e segue fora da lista de relacionados. Completando os problemas do time paulista, Reinaldo é uma ausência confirmada para o duelo desta noite por cumprir suspensão.